COM UM LENÇO BRANCO

Adeus, último cigarro meu
que te fumei aspirando
e soprando
o teu amargo beijo.
Leva contigo o nojo
o contraponto
a pausa e o medo do câncer.
Adeus, velho inimigo
que carreguei junto ao peito
ou no bolso da calça
na gaveta do armário
sobre a mesa de trabalho ou de bar
em cima do amplificador de baixo
em qualquer lugar
na mesinha do motel
na pia do banheiro
no chão.
Leva contigo todos os meus heróis
e anti-heróis
imperfeitos
que eu mesmo inventei.


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